Sem revolta ela aceitava. E chorava pela perdição de aceitar o que não pode ser modificado.
| Caio Fernando Abreu
domingo, 9 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curto, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto...
| Caio Fernando Abreu
| Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Ela o amava. Ele a amava também. E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.
| Caio Fernando Abreu
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